Sitelinks, Callouts e Snippets: Otimização das Extensões


Google Ads
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Atualizado mai 2026

Sitelinks, Callouts e Snippets: otimização das extensões no Google Ads

Google chama de “assets” agora, mas o velho “extensões” grudou. Conta sem isso é anúncio anêmico no leilão. Veja o que rodar, quantos por campanha e como puxar asset score Excellent.

GP
Por Giorgio Pasquale
·
Especialista em mídia paga

TL;DR · Em 4 linhas

O essencial sobre extensões (assets) no Google Ads

  • Não acredito em rodar Search sem assets. Em conta que opero, 6 sitelinks + 8 callouts + structured snippets + image asset entrega +15-30% CTR vs anúncio sem nada.
  • Quantidade mínima por campanha: 6 sitelinks, 8 callouts, 4 snippets, 1 image, call e lead form quando faz sentido. Abaixo disso o leilão não mostra anúncio completo.
  • Asset score Excellent só sai com diversidade. Google só serve anúncio em posição 1-2 com SERP cheia quando o pacote inteiro está nota máxima.
  • Custo zero, impacto alto, gente esquece. É a alavanca mais subutilizada de Search Ads no Brasil em 2026.

Toda vez que entro numa conta nova de Search Ads, a primeira coisa que olho não é palavra-chave, não é bidding, não é landing. É a aba de assets. Porque é ali que a maioria dos anúncios brasileiros está deixando 20-30% de CTR na mesa, sem perceber. Esse texto é o que eu rodaria se herdasse a sua conta hoje.

O que são assets (extensões) e por que importam tanto

Em outubro de 2022 o Google renomeou “ad extensions” para “assets”. A maioria de quem trabalha com mídia paga ignorou a mudança e continua chamando de extensões, inclusive eu. O que mudou de verdade não foi o nome, foi a importância delas no leilão.

Antes, assets eram um bônus visual: o sistema mostrava se sobrasse espaço. Hoje, o Google usa o asset score como sinal direto pra decidir se serve seu anúncio em posição premium com SERP completa ou se te empurra pra baixo com versão capada. Anúncio sem assets continua rodando, só que perde leilão pra quem montou o pacote inteiro pelo mesmo lance.

Funciona como Quality Score: input gratuito que mexe no preço efetivo do clique. Se você está pagando R$ 8 de CPC e o concorrente paga R$ 6 com asset score melhor, a posição é dele.

+15-30%CTR uplift com pacote completo

Faixa que observo em contas que opero comparando anúncio com 6 sitelinks + 8 callouts + snippets + image vs anúncio sem asset. Sem nicho ou orçamento extra, só preencher o que o leilão já pede.

Os 8 tipos de asset que você precisa conhecer

O Google tem mais de 10 tipos de asset, mas pra 95% das contas o jogo está nesses 8. Vou listar em ordem de impacto que vejo na prática.

Sitelinks

Links extras embaixo do anúncio que levam pra páginas internas. São o asset de maior peso visual e o que mais aumenta CTR. Cada sitelink tem título de até 25 caracteres e duas linhas de descrição de 35 caracteres cada. Use a descrição: sitelink com descrição preenchida ocupa o dobro de área na SERP.

Callouts

Frases curtas (25 caracteres) sem link. Servem pra reforçar diferenciais: “Frete Grátis”, “Atendimento 24h”, “Parcelamos em 12x”. Não custam clique, não geram conversão direta, mas alongam o anúncio e dão argumento. O ROI delas é puro pixel ocupado na tela.

Structured Snippets

Listas com cabeçalho fixo (Cursos, Marcas, Tipos, Estilos, Serviços, etc) e valores. Ajudam o Google a entender o que você vende e aparecem como linha extra. Pra catálogo grande é mandatório, pra serviço único também ajuda quando você lista variações.

Image Asset

Imagem quadrada de até 1200×1200 que aparece ao lado do anúncio em mobile. Quase ninguém usa, e é justamente o que mais separa anúncio dos top performers em 2026. Quando habilitado, o Search ganha um quê de Shopping sem precisar entrar em Shopping.

Call Asset

Botão de ligar direto da SERP. Obrigatório pra negócio local, dentista, advogado, mecânica, qualquer serviço onde lead por telefone fecha mais que lead por formulário. Configure horário de atendimento, senão você paga por clique de ligação às 3h da manhã.

Lead Form Asset

Formulário nativo do Google que abre sem sair da SERP. Performa parecido com Meta Lead Form: lead mais barato, qualidade menor. Pra topo de funil de SaaS ou imobiliária funciona, pra venda complexa é descartável.

Price Asset

Tabela de preços abaixo do anúncio. Mostra até 8 itens com valor e descrição. Útil pra cardápio, pacote de serviço, plano de assinatura. Cuidado: clique no item conta como clique pago e leva pra landing específica.

Promotion Asset

Banner de promoção com data e desconto. Roda em data sazonal (Black Friday, Dia das Mães, aniversário da loja) e desaparece no fim do período. É um dos poucos assets com prazo de validade nativo, então use sempre que tiver oferta real.

★ Importante

Asset score Excellent não é vaidade. O Google só serve seu anúncio em posição 1-2 com layout completo (todos os assets visíveis) quando o pacote inteiro está pontuando alto. Conta com asset score Poor compete pelo mesmo lance, mas perde área visual e CTR.

Quantos de cada usar (e por que esses números)

Pergunta que mais recebo: “tem mínimo de asset?”. Tem sim, mas não é o mínimo do Google. É o mínimo que eu cobro de mim mesmo em cada campanha que entrego.

  • Sitelinks: 6 ativos por campanha. Google só mostra até 6 em desktop, então não adianta criar 10 que metade nunca aparece. 6 com descrição preenchida.
  • Callouts: 8 ativos por campanha. Google rotaciona 4 a 6 por exibição, mas precisa do pool de 8 pra ter combinação. Menos que isso ele repete.
  • Structured Snippets: 4 cabeçalhos diferentes (Tipos, Serviços, Marcas, Estilos). Cada um com 4-10 itens. Múltiplos cabeçalhos ajudam a aparecer em busca diferente.
  • Image: 4 imagens por campanha (quadrada + paisagem). Roda quem performa, ele otimiza sozinho.
  • Call: 1 por campanha local, com horário configurado.
  • Lead Form: 1 por campanha de topo de funil, opcional.

Esse pacote sai do “anúncio padrão” e entra no “anúncio que ganha leilão”. É o mínimo que eu considero antes de mexer em lance, palavra-chave ou copy.

60%+de anúncios sem extensões em conta nova

Proporção de campanhas Search que eu encontro sem nem metade do pacote básico ao auditar conta vinda de gestor antigo. Erro mais comum: sitelink sem descrição e callout abaixo de 4. Asset score fica Poor por default.

Como cada tipo de asset mexe no CTR (comparativo)

Pra dar dimensão de quanto cada tipo de asset contribui, juntei o uplift médio que vejo em contas que opero quando ligo cada um isoladamente, partindo de anúncio cru sem nada. Não é estudo controlado, é observação de portfólio.

Sitelinks (6)

+12-18%

Image asset

+8-14%

Callouts (8)

+5-9%

Structured Snip.

+3-6%

Call asset

+3-5%

Promotion

+2-5%

Sitelinks e image asset são os dois que mais movem ponteiro. Callout e snippet são o “preencher checkbox”: isoladamente parecem pouco, somados com o resto puxam o asset score pra Excellent. Não corte nada do pacote achando que é detalhe.

Asset score: Excellent vs Good vs Poor

Asset score aparece na coluna lateral de cada asset na interface do Google Ads. É a leitura que o algoritmo faz da combinação relevância + diversidade + performance histórica. Tem 3 níveis que importam:

Excellent

Asset cumpre todos os requisitos de tamanho de texto, é variado dentro do tipo (sem repetir frase) e está performando acima da média. Anúncio com pacote majoritariamente Excellent ganha SERP completa em posição premium.

Good

Cumpre requisitos básicos mas falta volume, diversidade ou desempenho. Anúncio roda mas em layout reduzido. Maioria das contas brasileiras vive aqui.

Poor (ou “Learning”/”Low”)

Algo faltando: texto curto demais, sitelink sem descrição, callouts repetitivos, image asset de baixa qualidade. Quando o pacote inteiro tá Poor, o anúncio compete só no texto puro, perdendo leilão pra concorrente com pacote completo no mesmo CPC.

A receita pra subir score é direta: adicionar mais assets do tipo, variar redação e remover os que não recebem impressão há 30 dias. Os campos do Google Ads mostram “Optimized” como rótulo separado, mas na prática Excellent + Optimized andam juntos.

Mito

“Assets são opcionais, o anúncio roda igual.”

“3 sitelinks já é o suficiente, mais que isso é exagero.”

“Callout não tem impacto porque ninguém clica nele.”

“Image asset é coisa de Shopping, não precisa em Search.”

Fato

Google só mostra anúncio em posição 1-2 com layout cheio se o asset score for Excellent.

Google serve até 6 sitelinks em desktop, o mínimo viável é 6 com descrição preenchida.

Callout não recebe clique, mas alonga o anúncio, expande a área visual e empurra concorrente pra baixo.

Image asset roda em mobile Search e é o asset mais subutilizado pelos anunciantes brasileiros em 2026.

Quando promover asset de campanha pra account-level

Asset pode viver em três níveis no Google Ads: account, campaign ou ad group. A regra que sigo:

  • Account-level: callouts genéricos da empresa (“Atendimento desde 2010”, “Suporte WhatsApp”, “Frete pra todo Brasil”). Promovo um callout pra account quando ele performa bem em 3+ campanhas diferentes.
  • Campaign-level: sitelinks e snippets específicos da linha de produto/serviço que a campanha promove.
  • Ad group-level: raro. Só uso quando ad group tem oferta muito diferente do resto da campanha (ex: campanha de e-commerce com ad group dedicado a um produto premium).

Asset configurado em nível mais específico sobrescreve o mais geral. Então se você tem callout “Suporte 24h” no account e outro “Suporte 24h Pro” no ad group, o sistema mostra o do ad group naquele contexto.

Pra quem está montando estrutura do zero, comece tudo em campaign-level. Quando descobrir os 3-4 callouts que rodam em todo lugar, promove pra account. Account-level economiza tempo e padroniza voz da marca.

Image asset: como escolher imagem que converte

Esse é o asset que vai puxar mais resultado em 2026 e quase ninguém configura direito. Regras práticas que sigo:

  • Formato: sempre sobe quadrada (1200×1200) e paisagem (1200×628). O Google escolhe automaticamente conforme o slot.
  • Sem texto sobreposto: Google pune image com texto. Se a imagem tem mais de 20% de área coberta por texto, ela é rejeitada ou serve menos.
  • Pessoa real > ilustração: em conta de serviço (clínica, salão, escritório), foto real do espaço ou da equipe performa 30-40% melhor que stock photo.
  • Produto isolado > lifestyle: em e-commerce, produto cortado no fundo branco supera foto ambientada na maioria dos casos.
  • 4 variações: sobe 4 imagens diferentes, deixa o Google rodar 30-45 dias e mata as 2 piores.

Pra entender quais formatos visuais funcionam em que canal, vale ver também como funciona Responsive Search Ads, que combina assets de texto com a mesma lógica de combinação dinâmica.

Sitelinks: como redirecionar pra páginas que convertem

Erro clássico: sitelink que aponta pra home. Ninguém clica em sitelink pra ir pro mesmo lugar que o anúncio principal já leva. Sitelink existe pra dar atalho de funil.

Estrutura que uso em campanha de Search:

  • Sitelink 1: página de prova social (cases, depoimentos, “como ajudamos clientes”).
  • Sitelink 2: página de preço/orçamento (quem clica aqui está mais qualificado).
  • Sitelink 3: página de FAQ ou “como funciona” (dúvida comum vira sitelink).
  • Sitelink 4: página de contato com WhatsApp/telefone destacado.
  • Sitelink 5: página de oferta atual ou desconto sazonal.
  • Sitelink 6: página da categoria/serviço mais vendido.

Cada sitelink tem URL própria, então você consegue medir CTR e conversão por sitelink na coluna Assets. Sitelink que não recebe clique em 30 dias entra na fila pra substituir. Sitelink que recebe clique mas não converte pede revisão da landing, não do sitelink.

→ Dica prática

UTM por sitelink salva sua atribuição. Adicione UTM específico em cada sitelink (utm_content=sitelink_precos, sitelink_cases, etc) pra ver no GA4 qual deles realmente puxa receita. Sem isso, todo clique vira “google/cpc” indistinguível.

Erros comuns que vejo em conta nova

Auditando dezenas de contas por ano, esses são os erros que aparecem em mais de 70% delas:

  • Sitelink sem descrição: só o título. Ocupa metade do espaço possível na SERP.
  • Menos de 4 callouts: Google não rotaciona e repete a mesma combinação. Asset score trava em Good.
  • Structured snippet com 1 cabeçalho só: normalmente “Serviços” com 3 itens. Sobe pra 4 cabeçalhos com 6+ itens cada.
  • Image asset desligado: aba existe, está vazia, ninguém configurou. Maior ganho rápido de 2026.
  • Call asset sem horário: ligação chega às 23h de domingo, ninguém atende, cliente fica bravo, conta paga pelo clique.
  • Promotion antigo ainda ativo: “Black Friday” rodando em março. Promotion tem data de fim, use ela.
  • Asset duplicado em vários níveis: mesmo sitelink no account e na campanha. Limpe redundância.
  • Sem revisão trimestral: asset configurado em 2024 e nunca mais olhado. Veja a coluna de asset score a cada 90 dias.

Pra fechar o ciclo de otimização de Search, depois de assets resolvidos vale revisar como reduzir CPC, fazer a limpeza de termos com palavras-chave negativas e ajustar smart bidding com a base de conversão limpa.

Quem está montando conta do zero ou ainda não entendeu como o leilão usa asset score, comece pelo funcionamento básico do Google Ads e os tipos de campanha disponíveis em 2026. Quem já está em Performance Max precisa lembrar que assets também regem o PMax de maneira diferente, com asset group no lugar de ad group.

Pra dimensionar se seu CTR atual está bom ou ruim antes/depois de ligar os assets, dê uma olhada nos benchmarks de mídia paga no Brasil por nicho. Material de referência adicional: guia da Search Engine Land sobre assets e o compilado da Search Engine Journal sobre ad extensions.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre assets e extensões no Google Ads?

Nenhuma. Em 2022 o Google renomeou “ad extensions” para “assets” porque o mesmo conceito passou a valer também em Performance Max, Demand Gen e outros tipos de campanha além de Search. A funcionalidade é a mesma: elementos extras que complementam o anúncio. Quem trabalha com mídia paga há mais tempo ainda chama de extensões, e está certo.

Quantos sitelinks o Google Ads mostra de fato?

Até 6 em desktop e até 4 em mobile. Por isso o mínimo viável é configurar 6 sitelinks ativos por campanha, todos com título e descrição preenchidos. Configurar menos que isso reduz a área visual do anúncio e prejudica o asset score.

Asset score Excellent é obrigatório pra rodar Search Ads?

Não, o anúncio roda mesmo com asset score Poor. O problema é que ele compete pelo mesmo lance e perde posição premium pra concorrentes com pacote completo. Asset score Excellent é o que destrava o layout completo da SERP (todos os assets visíveis) em posição 1-2.

Image asset funciona em qualquer nicho?

Funciona em quase todos, mas o ganho é maior em e-commerce, serviço local (clínica, salão, restaurante) e produto físico. Em SaaS B2B e serviço corporativo o impacto é menor, mas ainda vale configurar porque o custo é zero. A regra é simples: se você tem foto boa do produto/espaço/equipe, sobe.

Devo configurar asset no nível de account ou de campanha?

Comece tudo em campanha. Depois de 30-60 dias rodando, identifique os callouts e sitelinks que aparecem em várias campanhas com performance boa e promova esses pra account-level. Account-level economiza tempo de manutenção e padroniza voz da marca em toda a conta.

Asset asset afeta o Quality Score?

Indiretamente, sim. Asset não entra na fórmula oficial do Quality Score (que considera CTR esperado, relevância e experiência da landing), mas pacote completo aumenta CTR, e CTR alto puxa Quality Score pra cima ao longo do tempo. Então otimizar assets é uma das maneiras mais baratas de melhorar Quality Score sem mexer em palavra-chave ou copy.

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